É o despertar dos associados, entendendo que “O SÓCIO É O DONO”, que fortalecerá a cooperativa para o bem de todos.

Ninguém vence exclusivamente por suas forças. Isso eu aprendi bem cedo no seio da minha família.

Da mesma forma, uma comunidade não é feita por um “Robinson Crusoe” (livro que retrata a ventura de um náufrago numa ilha deserta).  Nesse romance fica claro que há uma esperança de encontrar seres vivos humanos e que ele tem a companhia de um papagaio e de um índio, o sexta-feira. Observamos, que sua sobrevivência não teria sido possível não fossem os recursos naturais, ou sejam, os seres vivos aos seu redor, pois num deserto ele não sobreviveria.

Outro caso importante, e bem dos nossos dias, é o caso dos trinta e três mineiros do Deserto do Atacama. Imaginem se apenas um deles resolvesse bancar o egoísta e comesse toda a comida disponível? Viveria este um pouco mais, porém morreria logo em seguida, dentro da mesma mina, de remorso ao ver os corpos sem vida, e por entender que ele ajudou a acelerar sua morte. Mas o que foi que eles fizeram? Uniram-se, fizeram orações, montaram uma estratégia, dividiram tarefas, disciplinaram a todos, foram rígidos, acreditaram em tudo o que podiam e jamais viram no outro os problemas, mas uma possibilidade. Apenas um agindo de maneira egoísta do tipo “cada um pra si ?”, “quem pode mais chora menos ?”, “você depende apenas de você ?”, “não dependemos dos outros ?” e por aí afora? Bem, eu tenho certeza de que essas várias interrogações se tornariam numa grande certeza: um só teria sobrevivido!

Cooperativismo não se coaduna com egoísmo, individualismo, mas com altruísmo, solidariedade, serviço na direção do outro, mais do que um por todos, todos por todos. Cooperar é não levar ao outro a dor que não quero suportar, enfim, aplicar a lei da reciprocidade.

Um cooperativista não se baseia na lei de Gerson (“leve vantagem você também!”, mas na missão e valores da sua cooperativa, bem como nos seus princípios (adesão livre e voluntária, controle democrático pelos sócios, participação econômica dos sócios, autonomia e independência, educação, treinamento e informação, cooperação entre cooperativas, preocupação com a comunidade) e valores, nascidos da visão dos Pioneiros de Rochdale-Inglaterra, onde nasceu a primeira cooperativa do mundo. Veja a história nesse link:  história do cooperativismo, onde se pode dizer: “Levemos todos as vantagens dos resultados que pudermos produzir juntos para nossos lares e propriedade!”. Confira o vídeo abaixo com uma clara explicação sobre o que é uma Cooperativa.

Cooperativismo se inicia na consciência de cada um e passa como um ideal para o grupo que se está, seja na família, na empresa ou em qualquer lugar.

O cooperativismo não é apenas uma atitude pessoal, que muitos podem a ter, mas, como não compreendem a sua filosofia e nem o porquê da sociedade constituída de pessoas, não sabem explicar as razões da sua participação, nem a importância da cooperativa.

É por isso que quando alguém se aproxima como sócio ou cliente de uma cooperativa, apenas para ganhar não pode ser contado na lista dos bons sócios, àqueles que têm o ideal cooperativista no coração. Isso é como pôr um filho no mundo e não estar consciente e preparado para educa-lo: a chance dele se perder é muito grande, a não ser que alguém coopere com sua existência e cooperação.

Há um dito popular português que cada vez mais se torna brasileiro que diz “cada um pra si e Deus pra todos”.  Há quem o interprete no sentido de que “cada um seja responsável por seus atos” e Deus para todos, quer dizer que Deus está disposto a todos. Ora, nisso não há fé, não há amor e muito menos caridade.

Entendemos que ser cooperativista sem senso do que seja adesão livre, interesse pelo bem (formação, capacitação, resultados para todos, etc.) do outro e pela comunidade é impossível na realidade. Passa a ser uma entidade (empresa mercantil comum, um negócio apenas) montada por alguns, com cara de muitos, mas que só atende ao interesse de poucos, aqueles que dominam os associados e dirigem as atividades de acordo com seus interesses (até espúrios). Veja abaixo algumas fotos de nosso trabalho com as cooperativas.

É o despertar dos associados, entendendo que “O SÓCIO É O DONO”, que fortalecerá a cooperativa para o bem de todos. E ser dono não é apenas investir dinheiro, mas se adonar filosoficamente, espiritualmente, pela entrega de produtos e serviços, pelo acompanhamento de todas as atividades da sua condução, é ser leal, buscar informação, formação e conhecimento, enfim, estar por dentro para continuar dentro.

Cooperativistas são todos aqueles e aquelas que entendem o que lhes digo neste texto, não se incomodando com qualquer questionamento, pois seu proceder é ético, competente tecnicamente e socialmente, além de imprimir sempre uma profunda sensibilidade solidária. Afinal, um sócio deve estar na cooperativa pela confiança que tem na sua diretoria, mas, sobremaneira, pela qualidade do seu quadro associativo. Ou seja, um sócio se apoia outro e todos formam o corpo cooperativo.

Caros cooperativistas de todos os ramos e contemplados por toda a diversidade humana, gostaria que soubessem porque tenho esse entendimento, essa paixão e esse comprometimento como o COOPERATIVISMO desde o seio do meu lar. Por isso disponibilizo todo o meu site www.ainor.com.br para pesquisa ou o acesso direto ao link a seguir para conhecer um pouco da minha formação e experiências em cooperativismo: Ainor e o Cooperativismo.