A definição de cooperativa diz que “é uma organização de pessoas unidas pela cooperação e ajuda mútua, com objetivos econômicos e sociais”. Isso nos leva a deduzir que o cooperativismo deve se iniciar no seio do lar. E, no caso das propriedades leiteiras, uma atividade eminentemente familiar, a atitude voluntária cooperativa é que faz a família se dar bem na atividade. Não basta trabalhar e produzir se os produtores de leite não se unirem em cooperação. Assim, a COMPLEM-Cooperativa Mista dos Produtores de Leite de Morrinhos-GO, fundada em 1978 por um grupo de 200 produtores de leite, se fortalece realizando eventos que congregam os associados, seus familiares, dirigentes e colaboradores.  Hoje a cooperativa possui  quatro mil associados e oitocentos colaboradores trabalhando em suas fábricas (ração, sal, processamento de leite, e pontos de atendimento). A cada ano a AGROTECNOLEITE  vem se transformando num evento exemplar dessa cooperativa.

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Na Agrotecnoleite desse ano não foi diferente, o cuidado em fortalecer o cooperativismo e a agricultura familiar levou novamente o Professor Ainor Francisco Lotério para realizar uma palestra com o tema “COOPERATIVISMO COM ESPÍRITO FAMILIAR – FORTALECENDO GERAÇÕES”.  O tema buscou reavivar a importância de levar o cooperativismo para o seio do lar, de modo que possa incentivar o surgimento de novos sucessores para o agronegócio e também novos sócios. O cooperativismo precisa ser encarado sob a tríade da filosofia, da atitude voluntária e da sociedade de pessoas, diz o Prof. Ainor Lotério, que vive o cooperativismo desde o seio de sua família. Para ele, essa filosofia de vida, atitude voluntária e organização da sociedade só faz fortalecer as famílias e promover as propriedades agrícolas. Porém, para que isso aconteça a família precisa ser participativa e entender a complexidade da entidade cooperativa, pois o dono é o próprio associado.

As novas gerações precisam ser catequizadas sobre a nobreza do verdadeiro cooperativismo, de maneira que elas entendam porque é que muitas cooperativas faliram, enquanto outras funcionam tão bem. O que se constata é que não basta ter o rótulo de sócio, mas ser participativo e se adonar da sua cooperativa. Isso se faz através do adonamento financeiro, profissional, afetivo, participativo, patrimonial, enfim, um dono comprometido com aquilo que é seu, a sua cooperativa.

Veja mais vídeos realizados junto à Complem > Trabalhos do Prof. Ainor Lotério com a Complem

Percebemos que está  na hora de voltarmos a falar em cooperativismo às famílias associadas, colaboradores e dirigentes. Os problemas que hoje enfrentamos nas áreas de produção, transporte e comercialização precisam ser resolvidos conjuntamente.

Há também muitos sócios no meio do quadro social que só pensam em preço e vantagem pra si, e isso não revela espírito cooperativo, mas puro egoísmo. Quando nos unimos vencemos as crises, não quando  nos isolamos.

Uma cooperativa é uma entidade complexa, que inclusive muitos sócios não sabem como funciona, mas precisam se interessar sempre. Há por isso também a necessidade de se favorecer a participação da comunidade associada, através de  núcleos e comitês educativos. Cooperativismo não é um assistencialismo, mas uma atividade que busca atender às demandas dos associados. Todavia, quando ele age com espírito familiar, ou seja, sempre procurando fortalecer cada um dos membros da família, todos se sentem copartícipes e tendem a cooperar de maneira ideal. Para tanto, há a necessidade de se investir constantemente em informação, formação e educação cooperativa.

Mais informações e contatos: Ana Caruliny Oliveira (64) 3417 1219 | (64) 99282 6447.
Seiva DG (47) 3365 0264 | What’s app (47) 9 9976 4211.