O ato de estar no mundo é um ato que tem repercussão quando se faz pela participação virtuosa da política (partidária, processos eleitorais, organização, formação de equipe e gestão da coisa pública, entre outros aspectos que abarcam o planejamento estratégico na espera pública).
Tomo a liberdade duma fala um tanto questionadora pelo fato de imaginarmos que o que interessa são “principalmente nossos interesses”, quando sabemos que o cumprimento dos deveres (por parte dos beneficiários das políticas públicas e os gestores da “res pública” ou coisa do povo) deve ser observado em prisma elevado.
Um governo corrompido cobra muitos impostos, no entanto não os distribui bem, o que é um dever de fazê-lo. Um cidadão que apenas exige direitos e não cumpre seus deveres de forma ideal, também ajuda no desequilíbrio e desarranjo da sociedade. Penso que o importante é uma visão equilibrada e justa, para além duma ética formal, mas de profundo exercício da cidadania (condição de cumprimento de deveres para exigir direitos políticos e sociais, que garante a participação na vida política).
A filosofia também nos prepara à profundidade de leitura para que possamos ser agentes dum mundo mais justos, não unicamente como resultado das reformas socias, mas muito mais pelo caráter dos seus cidadãos e cidadãs que, educados para a vida em sociedade, formam o melhor recurso da nação.
Penso não ter sido deselegante e nem tido apenas um espasmo mental, mas trazido alguma contribuição, mesmo que ínfima, para o nosso crescimento político-social.

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