A Cooperja realizou, com o professor Ainor Francisco Lotério, um profissional conhecedor do cooperativismo e com larga experiência com esse público, uma palestra para os professores das escolas parceiras. A sensibilização teve como objetivo apresentar ao corpo docente a nova proposta para as escolas e alunos que é o Programa Jovens Cooperativistas Catarinenses (JCC), idealizado pelo (SESCOOP/SC) em Santa Catarina.
Participaram professores e professoras, gestores e administrativos das EEB Abel Esteves de Aguiar de Praia Grande, e EMEB Albino Zanatta e EEF Imaculada Conceição de Jacinto Machado.
O Programa Jovens Cooperativistas Catarinense (JCC) irá trabalhar três eixos de desenvolvimento: Cooperativismo, Sustentabilidade e Educação Financeira.

O conteúdo abordado contemplou a origem, a história e a evolução do cooperativismo até os nossos dias, desde que o mesmo foi concebido mundo afora.

A justificativa para esse investimento junto às escolas está na base no quinto e sétimo princípio, os quais abordam a educação e o interesse pela comunidade.

Quinto princípio – Educação, formação e informação – as cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento das suas cooperativas. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação.

Sétimo princípio – Interesse pela comunidade – as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas 

aprovadas pelos membros. Interessar-se pela comunidade é defender o desenvolvimento sustentável nas esferas social, econômica e ambiental, favorecendo a comunidade, seus associados e funcionários. A cooperativa deve estimular seus cooperados não só a buscar melhorias para suas vidas, mas para a comunidade onde a mesma foi estruturada e atua.
Baseado no 5º e 7º princípio do cooperativismo acima mencionados, trabalhar-se-á com alunos de escolas municipais e estaduais, entendendo que na infância e adolescência é tempo de iniciar esse investimento educativo com foco no cooperativismo

Em todas as sociedades, das mais primitivas às mais modernas, a cooperação aparece ao lado de dois outros processos sociais em que os indivíduos e grupos são envolvidos simultaneamente: o conflito e a competição. Nada mais importante, nesse momento da “síndrome da gaiola” provocada pela Pandemia Covid-19 que levar a educação com inteligência cooperativa para o ambiente escolar, o que será feito pela mão dos professores capacitados.A educação cooperativista deve propor-se, de ao nível de sociedade, ser um instrumento eficaz na construção de um tipo de convivência social onde a tão alardeada, mas pouco realizada democratização de oportunidades, seja acompanhada pela democratização dos resultados atingidos pela sociedade. Nesse ponto entra com força total a participação dos educadores e os alunos, pois essa é uma ação que muito poderá contribuir para a formação e atuação profissional dos jovens alunos.

Através de dinâmicas cooperativas, conteúdo projetado em tela e exercitado em técnicas especiais, os professores foram envolvidos no aprendizado cooperativo.

Eles puderam compreender e aprofundar seus conhecimentos sobre a SOCIEDADE COOPERATIVA: uma sociedade de pessoas com o objetivo de prestação de serviços econômicos ou financeiros, com número ilimitado de cooperados, os quais exercem o controle democrático (= uma pessoa tem apenas um voto). Cada associado recebe o seu retorno de acordo com a sua contribuição na formação do bolo dos excedentes (todas as operações da cooperativa, que nesse caso é agropecuária e tem grande movimento econômico).

A Cooperativa Agroindustrial Cooperja, do ramo agropecuário, tem sua matriz em Jacinto Machado e possui 40 filiais nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Possui em seu quadro social 2035 associados e 870 colaboradores.