“Em tempos de mudança e a segurança da cooperação, mulheres se transformam em seres notáveis na alegria de viver num caminho cooperativo, na evolução consciente da força da cooperação dos lares aos projetos e na força da inteligência cooperativa na busca da felicidade na propriedade”.(Ainor Francisco Lotério, engenheiro agrônomo e palestrante).

Na Palestra – Mulher e Família, o Coração da Cooperativa (Cooper A1, Iporã do Oeste), o professor, palestrante e instrutor do cooperativismo, especialista em doutrina e educação, abordou o conteúdo apropriado, chamando as mulheres pertencentes ao Núcleo Feminino, ligadas à OQS(Organização do Quadro Social) à participação mais efetiva na atividades da cooperativa. Além do mais, o surgimento do cooperativismo passou pelo coração da mulher, conforme se pode ler na história de surgimento do cooperativismo no mundo.

“Sentimos que o mundo está passando por tempos difíceis de isolamento e conflitos e que, para atravessar esse deserto é fundamental compartilhar esperanças por um itinerário que evoque a inteligência coletiva. O fato gerador dessa preocupação é a síndrome da gaiola, ou seja, o tempo vivido em isolamento social, causando nas pessoas a lentidão e até imobilismo do corpo social. E como o cooperativismo é um movimento de pessoas associadas, das mesmas requer participação efetiva. Esse novo momento, pós síndrome da gaiola,  não será totalmente voluntário, mas também provocado pela necessidade da Cooperativa de estar com os pés no caminho do fortalecimento das atividades que gerem mais resultados (sobras) para seus associados que, no caso, é uma cooperativa que atua no setor agropecuário”, afirma Ainor com a convicção de muitos anos trabalhando com extensionista rural e envolvido em sociedades cooperativistas.

Essa movimentação e chamamento à participação faz parte da natureza do cooperativismo, que em seu conceito diz ser um “movimento internacional que busca constituir uma sociedade justa, livre e fraterna, em bases democráticas, através de empreendimentos que atendam às necessidades reais dos cooperados e remunerem adequadamente a cada um deles”.

O princípios norteadores de tudo isso são: adesão voluntária e livre, gestão democrática pelos associados, participação econômica dos associados, autonomia e independência, educação, formação e informação, intercooperação e compromisso com a comunidade, os quais podem ser vistos mais detalhadamente nesses dois posts:
1-Como fortalecer os princípios e valores do cooperativismo entre os colaboradores 
2-Cooperativismo: na base dos seus Princípios estão os seus Valores

Finalmente, na parte de enceramento do encontro, antes do saboroso café cooperativo entre as mulheres, elas foram estimuladas a definir e atingir objetivos pessoais, familiares e sociais, superar crenças e bloqueios que impedem o bem viver, lidar com a insegurança e ansiedade próprias desse tempo e a manterem a coragem para enfrentar suas crises.

O como agir fica por conta dos seguintes pontos: Educação cooperativista constante, participação na comunidade, atuação no mercado de trabalho, busca da formação profissional, fortalecimento das famílias (“cooperativa doméstica”) e o ato maiúsculo de cooperar sempre.

“Mulheres, que vocês sejam muito felizes na  jornada amorosa da família e da cooperativa!”, conclui o engenheiro agrônomo Ainor Francisco Lotério.