Ainor Francisco Lotério

Parece um tema cansado, mas não é, pois a vida em si é tudo o que temos.

Vivemos buscando respostas de como proceder em todos os campos da nossa vida para que ela seja mais equilibrada, harmônica e que possamos nos sentir bem com aquilo que somos e temos. Em tempos de correrias e mudanças constantes, quando a sociedade se apresenta a nós com relacionamentos cada vez mais provisórios, estar preparado para enfrentar tudo isso com mais tranquilidade é fundamental.

Então o que fazer para que essa tranquilidade bata à nossa porta e queira fazer morada em nosso corpo e habitar, nosso coração e nossa mente?

A velha frase latina “mens sana in corpore sano” (“uma mente sã num corpo sadio”), do poeta romano Juvenal, se apresenta sempre nova quando se fala de saúde, bem estar e vida de qualidade.

Então, o que as pessoas deveriam desejar e fazer nos seus dias para que sua vida se tornasse cada vez melhor? Como viver com mais saúde, bem estar e vida de qualidade?

A saúde, o bem estar e a vida de qualidade não são fruto de uma mágica ou algo que se adquire facilmente.

“Viver é um barato e não devemos tornar isso uma carestia”, ou seja, não devemos tornar a nossa vida um sofrimento por não saber adotar um determinado comportamento ou por não agir corretamente para que nosso corpo e nossa mente existam harmoniosamente e por mais tempo. Carestia aqui entendida como sendo não apenas falta de bens essenciais à sobrevivência, mas a escassez de vontade específica para se autodeterminar na direção daquilo que é bom e salutar ao corpo, ao coração e à mente.

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Quem não deseja viver mais e melhor e alongar a sua vida?

A medicina estuda e sonha em aumentar a longevidade humana (e tem conseguido avanços significativos), porém não basta viver mais apenas por viver, mas viver com vida de qualidade. No entanto, há, às vezes, mais vida e bem estar em lugares simples e sóbrios que em lugares com excesso de conforto e entradas em excesso em nosso corpo. Essas “entradas em excesso” de que falo são a forma exagerada de comer e de beber, o modo egoísta de consumir exageradamente aquilo que em quantidade normal e nutritiva vai lhe trazer mais bem estar e felicidade.

Quando se fala em felicidade (que pode ser mais ou menos constante ou apenas termos momentos felizes) não dá para dissocia-la de bem estar. Normalmente, nos dicionários e pesquisas rápidas encontramos que a felicidade é a qualidade ou estado de feliz, de uma consciência plenamente satisfeita, um contentamento com aquilo que se tem e se é, sobretudo um bem-estar que tem profunda ligação com nossa saúde.

Tomo esse viés, no qual associo bem estar com felicidade, por considerar que são temas ligados e um não existe sem o outro.

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Aprendi em minha jornada existencial até aqui, quando imagino ainda ter um longo futuro, porém não posso me garantir por si, que a minha jornada foi alongada com pensamentos, alimentos, comportamentos, relacionamentos e movimentos.

Vejamos algumas sugestões para melhorar nossa qualidade de vida:

  1. Como foram seus pensamentos a cerca da sua existência até aqui e como melhorá-los?
    Não precisa ser feito um levantamento minucioso, até porque não vamos nos lembrar de tudo e não temos o hábito de anotar tudo. De outro lado, mesmo que tenhamos registrado muita coisa nas redes sociais, ainda assim o que registramos quase sempre é a face mais doce da nossa existência. O que eu falo é de pensamento seu mesmo, daquele seu mundo interior, do seu cosmos interno, aquele que só você sabe, para afirmar: NOSSA QUALIDADE DE VIDA SE INICIA COM A NOSSA QUALIDADE DE PENSAMENTO, ou seja, não há vida boa com pensamento ruim o tempo todo! O pensamento tem o poder de gerar prosperidade, então comece a agir para aprimorar seus pensamentos agora, já, nesse momento! Cabeça boa ajuda qualquer pessoa!
  2. O que você anda consumindo, ou seja, quais seus alimentos preferidos e como melhorar suas preferências?
    Vivemos numa época de receitas e “mastercheff”, enfim, “talent show” de culinária pelo mundo afora. Dá-me a impressão que quando maio a crise econômica e os conflitos mundiais mais se come. Parece-me até que é mais para afogar a ansiedade do que para causar saciedade. Se comer é necessário à sobrevivência humana, muitos se perguntam: de que maneira podemos estabelecer os limites entre alimentação e gula?

    Estude o seu caso e suas necessidades corporais, consuma alimentos naturais e procure entender mis de nutrição e menos de alimentação (comer para se abastecer). Isso requer disciplina e amor próprio. Procure ajuda médica, fale com profissionais da área, mas tenha você mesmo disciplina própria e conte com seus familiares e amigos. Aceite falar abertamente sobre seus anseios e/ou problema e não se esconda atrás de medicamentos (que apenas estar te dando uma sensação de bem estar químico e não natural). Saúde entra pela boca. Estômago não é depósito, mas um cérebro que nos diz quando não gosta de certo alimento, assim como todo o sistema gastrointestinal!
  3. Como a mudança de comportamentos pode contribuir para uma vida melhor.
    Falar de comportamento humano não é simples, pois se entra numa seara imensa de “gostos e sabores”. Portanto, não queremos aqui nos aprofundar na questão, mas apontar algumas sugestões no tocante à evolução de alguns aspectos que levem à melhoria contínua da vida. Vou considerar aqueles comportamentos adquiridos, que são mutáveis e se caracterizam por ser uma reação de cada pessoa aquilo que ela aprende, vê e compreende como sendo algo mais útil para a saúde e bem estar da sua existência. Trata-se de atitudes que podem ser estudadas e motivadas em cada ser para que ele viva melhor em diferentes situações. Ler mais, por exemplo, é fundamental para movimentar os neurônios e dar mais saúde ao cérebro e isso pode se tornar um hábito comportamental.

    Como cada um de nós reagimos ao meio em que vivemos, normalmente somo levados a consumir o que nossos amigos nos recomendam, o que nossas famílias preparam e isso pode estar sendo de modo inadequado para você. Cada caso é um caso e cada um precisa nutrir seu estômago e sua mente com aquilo que lhe faz bem. Quem faz apenas o que gosta não tem, para mim, tanta chance de ter bem estar e ser feliz quando aquele que faz o que é necessário agora. Não falo de rigidez a toda prova, mas de se saber como se deve comportar para que nossa convivência seja melhor e nossa vida tenha mais qualidade. O “eu sou assim e pronto” não ajuda em muito, a exemplo do “se me quiserem que me aceitem como eu sou” também não cabe bem em todo lugar. Não precisamos nos descaracterizar, mas devemos saber compartilhar o que é bom em cada ambiente.
  4. O aprimoramento dos relacionamentos como fator positivo na qualidade da vida.
    Quem não conhece o dito popular “diga-me com quem andas que direi quem tu és!”. Particularmente não concordo com ele e entendo que até posso não ir com todos, porém não o classifico como pior só porque não concordo com ele. No entanto vale dizer “diga-me com quem andas e direi se vou contigo ou não!”. A capacidade de aprimorar e escolher os nossos relacionamentos é fundamental para que nossa vida se torne m ais segura. Pais têm imensa preocupação com seus filhos e filhas nessa vida de constantes baladas e elevada violência. Quem nascer a meio século sabe melhor do que estamos falando, ao passo que a geração mais jovem já nasceu nessa onda de relacionamentos mais “ficantes” menos duradouros. No entanto, aposto na juventude e no pensar jovem a cerca dos relacionamentos. Há relacionamentos que nos fazem mal. Fujamos destes. Há relacionamentos que nos fazem bem. Aproximemo-nos destes. O básico é ter relacionamentos baseados na confiança, no respeito e no amor.
  5. Os movimentos corporais como ingresso de mais qualidade na vida.
    O corpo não foi feito para ficar parado. “Corpo que não se movimenta tende a ficar pesado, podendo parar e morrer4 mais cedo”, dizia meu amigo campesino. Manter-se em movimento produz inúmeros benefícios para o corpo (mente e coração), inclusive auxiliando no aumento da resistência física (eu me canso, mas me fortaleço). Também podemos citar o auxílio na prevenção (e cura) de doenças, melhora da autoestima, alívio da ansiedade e do estresse. A prática regular de atividades físicas deve ser tornar uma realidade na vida de quem deseja ter mais saúde e viver melhor. Quem conhece e sente os riscos da falta de movimento do corpo logo passa a se movimentar mais. Se você também se encontra em situação de vida sedentária, mude agora, pois sedentarismo não combina por muito tempo com bem estar e vida de qualidade. Deixe de se valer de desculpas para não se movimentar. Levante-se mais cedo, já que no final do dia é sempre mais complicado para se sair de casa, especialmente no caso de pessoas mais compromissadas. Salte mais cedo da cama, quem sabe com o sol, e ponha seu corpo em movimento, primeiro com movimentos fisiológicos (alongamentos etc.) e depois intensifique os movimentos (caminhada, academia, parques, etc.). Garanta uma vida mais saudável, movimentando seu corpo constantemente. Ah, cuide muito da sua coluna, lembre-se sempre dela em tudo o que você fizer, pois as dores da coluna são fruto do mau uso que fazemos dela.

O tema (que o apresentamos na forma de uma pergunta) “COMO VIVER UMA VIDA COM MAIS QUALIDADE?” é inesgotável, ou seja, é para a nossa vida e a vida de todos com quem convivemos. Dessa forma, nossa intenção não foi expor aqui um tratado sobre o tema, mas lembrar de que cada um de nós pode fazer muito mais, para lançar mão do potencial interior que temos para cuidar da própria saúde. Só não o fazemos pelo fato de perdemos a consciência sobre isso e nos entregarmos à vida rotineira recheada de correrias.

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