É inegável que a magia da mulher enfeitiça, espiritualiza e dá brilho por onde ela passa. Todavia, depende sim da postura de cada mulher diante de si mesma, do valor que ela acredita para a sua pessoa, da visão que ela tem de sociedade e de mundo, para que sua força seja distinguida e reconhecida. E isso ela não obtém apenas com estímulos motivacionais ou por despertar a autoestima, mas quando aprender a construir um projeto reflexivo do ser. Uma mulher insegura de suas qualidades, despreparada para enfrentar o cenário competitivo e injusto atual não será reconhecida e nem respeitada pelos outros.

A mulher consciente sabe do seu corpo, da sua mente e dos seus relacionamentos mais do que da sua aparência: ela entende o mundo a seu redor e não se deixa enganar pelos falsos sinais e promessas de um mundo hedonista (que considera o prazer como único bem) e consumista (modo de vida orientado para o crescente consumo de bens ou serviços supérfluos, como fonte de prazer, sucesso, felicidade). Confira abaixo o vídeo com um pouco de nosso trabalho com as mulheres.

É evidente compreender que mulheres e mulheres não são iguais, muito menos mulheres e homens são iguais. No entanto, tenho a impressão que mesmo o óbvio não é percebido ou entendido por muitos setores da sociedade. Avalio não apenas a igualdade ou equidade ente os sexos como sendo algo muito maior do que justiça, direito ou liberdade, mas como condição necessária para o aprimoramento da humanidade. E a humanidade é formada por ampla diversidade de jeitos e características humanas, personalidades e rostos, onde cada ser pode expressar sentimento de bondade, a benevolência em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos ou diferentes. Nesse sentido, a mulher surpreendente é aquela que compreendeu que as diferenças nos fortalecem e nos unem, desde que entendamos que ser diferente é vantajoso e pode ser surpreendente.

SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Constantemente, pesquisas mostram a vergonhosa prevalência da violência contra as mulheres no Brasil. O problema é que a realidade muda pouco. Famílias são desajustadas, pais e mães sem autoridade, filhos enterrados nos canteiros do tráfico de drogas, políticas públicas que vão pouco além dos bons propósitos teóricos também não ajudam a mudar o perfil dos agressores. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil já registrou um estupro a cada onze minutos, o que dá meio milhão a cada ano. Cerca de 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes e quem mais comete o crime são homens próximos às vítimas.  Disso podemos concluir que há uma verdadeira guerra de sexo, ou seja, um avança sobre o outro, como no dito popular: “sem dó nem piedade”.

A violência tem se instalado dentro dos lares onde a paz deveria reinar. A cada 7.2 segundos uma mulher é vítima de violência física, segundo o Instituto Maria da Penha. A quase totalidade da população brasileira (96%) acredita que é preciso ensinar os homens a respeitar as mulheres e não as mulheres a terem medo, de acordo com percepções do Instituto Patrícia Galvão/Locomotiva, 2016. Mas onde devemos iniciar essa tarefa? Novamente tudo se volta à mulher, pois o filho fica muito mais sob seus cuidados que dos pais, sendo estes seres distantes dos filhos. Minha mãe e meu pai tiveram onze filhos e hoje ela é viúva. Mesmo nas comunidades rurais como a que nasci a presença da mãe é mais constante e próxima do filho que a do pai.

O certo é que quantificar a violência contra a mulher é tão difícil quanto controla-la.
Para o ano de 2018, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) escolheu tema “FRATERNIDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA” e o lema: “VÓS SOIS TODOS IRMÃOS” (Mt 23,8), com o objetivo geral de construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da palavra de Deus, como caminho de superação da violência”. Para a superação da violência, tão evidência em nosso país, não podemos deixar de atuar como sendo viventes da mesma casa comum.

FAZ CINQUENTA ANOS QUE ACOMPANHO PESSOALMENTE A EVOLUÇÃO DAS MULHERES e durante esse tempo muitos degraus difíceis e importantes eu as vi subirem.

Lembro-me com carinho dos tempos de extensionista rural, uma espécie de professor e educador do campo, quando trabalhávamos em equipe (eu e uma colega) para promover eventos de capacitação e melhoria da qualidade de vida das mulheres do campo. Notávamos que nas escolas elas dominavam, nas igrejas davam imprimiram seu espírito, nos postos de atendimento à saúde elas tratavam da vida, e nas áreas administrativas, elas coordenavam como ninguém.  Pelas funções e trabalho de equipe e parcerias que desenvolvíamos no Serviço de Extensão Rural do Estado de Santa Catarina (a ex-Acaresc e agora a Epagri) tive também a oportunidade de ajudar nalguns situações, como: elaboração de pauta e plano de ação em favor das mulheres rurais visando a estruturação da economia doméstica;  gestão do lar e da propriedade (participando como marido e a família); realização de palestras e encontros de motivação e valorização das mulheres; cursos de formação em relações humanas e em técnicas de produção agropecuária (horta e jardinagem) etc. Isso me fazia perceber  a forte participação das mulheres naquela época.

A mulher não é inferior, nem superior, mas apenas diferente do homem.  Não há necessidade de disputa, mas de compreensão dessa diversidade das suas faculdades, inclinações, aptidões e facilidades para fazer com mais espero o que o homem faz e o que só ela sabe fazer.

DESPERTAR O PENSAMENTO PROATIVO DAS MULHERES.

As mulheres naturalmente sempre foram à luta em defesa das suas crias e da família como um todo, uma vez que sempre coube a elas, de maneira preponderante, o preparo da mesa. 

Quando ela pensava hoje na mesa do dia seguinte já estava sendo proativa, mas apenas para o centro do lar e das necessidades dos outros. Mas a proatividade é o comportamento de antecipação e de responsabilização pelas próprias escolhas e ações frente às situações impostas pelo meio também para si e não apenas para os outros. Não quero com isso dizer que ser proativa é ser individualista e egoísta. Deve sim ela manter sua inteligência cooperativa ou coletiva, de modo que sua essência congregadora (capacidade de existir junto) não se perca, pois já faz parte da sua natureza e vínculo que mantém com a maternidade.

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7º Encontro de Mulheres da Cooperja 
Entrevista concedida para Encontro de Mulheres da Cotrisel 
Mulher, um ser que nasceu para brilhar

Todavia, o pensamento proativo não nasce apenas de experiência pessoais, mas é também consequência de esforço bem dirigido na busca de objetivos profissionais, agindo de maneira proativa e assim prevenindo futuros problemas, necessidades ou mudanças. Ficar acomodada dentro de casa ou condicionada ao pensar pequeno do apenas gerar filhos ou ser “do lar” não vai fazer entrar o “dólar” da necessária renda que a vida atual requer.

A mulher nasceu para brilhar, não para ter sua luz ofuscada pelo esquecimento ou por qualquer tipo de abafamento cultural, legal ou preconceituoso.  A presença da mulher em qualquer ambiente dá a ele uma singular graça.  Ela é indispensável à evolução humana da humanidade, para dar o alinhamento harmônico ao desenvolvimento da sociedade com sua competência social e sua conhecida sensibilidade solidária.

A força original do universo feminino está sendo cada vez mais percebida na sociedade e se tornando notável nas instituições e entidades nas quais ela participa. A mulher está sempre associada desde a maternidade ao espetáculo da vida. Por essa e outras inúmeras razões, ela precisa estar de bem coma vida para perceber e ocupar com vigor seu papel no mundo atual.

Na graça da vida, a mulher é a luminosidade e fulgor que nunca devem se apagar, pois a ausência dela é sinônima de escuridão.

NÃO BASTA EXISTIR, MAS TER PRAZER DE EXISTIR E ALEGRIA DE VIVER A BUSCA DA FELICIDADE. E isso a mulher vai conseguir mais facilmente vivendo e convivendo com positividade em todo e qualquer ambiente. O seu empoderamento no mundo atual é inegável de um modo geral, mas incipiente nalguns pontos.  Nos dias atuais, a mulheres devem se entrosar melhor nos movimentos políticos que dizem respeito às suas questões.

A mulher insipiente (com “s”), como alguém que não tem saber ou carece de sensatez, que não busca o conhecimento jamais vai se elevar a uma existência plena e emancipada.

Motivá-las, refletir sobre suas dores e seus amores, conflitos e propósitos de vida, enfim, melhorar sua autoestima, motivação e conscientização sobre sua força empoderadora.  Nossas palestras visam criar para o público feminino uma atmosfera de entusiasmo e alto astral, envolvendo-as num clima de descontração, bem-estar e disposição. Nosso desejo é fazer com que elas se tornem cada vez mais agentes da própria vida e passem a apresentar o seu espírito de fulgor em todos os campos da atuação (família, entidades, sociedades, vida profissional etc.).  Despertar o pensamento positivo e corretamente proativo, mostrando o significado e importância do papel da mulher na sociedade é nosso propósito (não uma propaganda que fazemos, poios isso pode ser notado em nosso trabalho apaixonado exposto em www.ainor.com.br). O esforço na rota da própria emancipação da mulher nunca deve visar deixar o sexo oposto par traz, mas motivá-lo a seguir a mesma senda.

Constatamos em nossos trabalhos, pesquisas e convivência que a mulher sempre tende a cooperar com quem convive. Na busca da sua emancipação (financeira, intelectual, afetiva e social) ela não deseja o isolamento, mas a todos quanto pode o desenvolvimento. Também por isso, cada palestra precisa ser rica em atitudes positivas e orientada à prosperidade equitativa, visando alcançar o sucesso harmônico na vida.

A MULHER E A SUSTENTABILIDADE SOCIAL, ECONÔMICA E AMBIENTAL.

As mulheres demonstram uma constante preocupação com o aprimoramento humano e a justiça social onde quer que elas atuem. Isso é próprio do ser feminino, o que dá a ele uma visão holística e de sustentação social mais harmônica. A mulher agasalha mais os filho que o homem e eles têm mais horas de vida na presença delas do que deles. Isso foi o que presenciei em minha vida. No entanto, não é isso que torna o homem distante e fraco, mas a sua incompreensão dessa realidade e por não se fazer um parceiro constante da sua evolução. Tive esse privilégio, ou seja, logo cedo iniciar meu trabalho profissional em parceria com as mulheres (extensionista da ex-ACARESC-Associação de Crédito e Assistência Técnica de SC e Epagri-Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de SC: www.epagri.sc.gov.br), na gestão pública, organizações não governamentais, gestão pública, igrejas, empresas e sociedade de um modo geral. As mulheres participam sempre majoritariamente da gestão pública e das instituições que cuidam de pessoas e do meio ambiente. Desde garoto percebia em minha mãe, minhas tias, vizinhas, conhecidas e colegas de trabalho, como também percebo em minha esposa, que cuidar mais do que ser cuidada sempre foi a sina da mulher.  Tenho imprimido em minha mente e marcado em meu coração que a mulher, de um modo geral, se apresenta como um ser integral, pensa como ventre e age para o mundo todo. Pode parecer uma visão machista para alguns e feminista para outros, mas desejo que seja entendida como um privilégio que tive.

8º Encontro de Mulheres Cotrisoja

As mulheres doam-se mais e duram mais que os homens. Vi muitas mulheres doentes dizerem a seus filhos pequenos: “só morrerei quanto terminar de criar todos vocês!” Imaginemos o poder dessa afirmação. Tenho lido e ouvido que a neurociência (conjunto de conhecimentos que se refere à mente e ao sistema nervoso) afirma que quem ama vive mais, pois o cérebro vai sendo condicionado e essa mensagem transferindo-a ao quotidiana das ações, de modo que o amor passa (como reciprocidade) a produzir mais alegria de viver e compromisso com a vida do outro.

Dados do IBGE apontam que as mulheres são maioria no país, têm vida média mais elevada que os homens e assumem cada vez mais o comando das famílias. Os números atestam: a nova mulher brasileira desempenha um papel cada vez mais importante na sociedade.  Isso nos leva a aceitar que sua emancipação está conectada diretamente ao progresso sustentável da sociedade.  E aqui desejo mencionar a insustentabilidade da economia, onde, segundo o Banco Mundial, quando mulheres são legalmente impedidas de participar do mercado de trabalho em vários pontos do mundo (100 de 173 economias monitoradas pelo organismo internacional têm restrições ao trabalho feminino. Em 41 países, por exemplo, mulheres não podem exercer determinadas funções em fábricas. Além disso, em 30 economias, mulheres casadas não podem escolher onde morar).

Não se pode mais conceber um lar, uma instituição pública ou privada sem a mão, a inteligência e o coração da mulher na sua condução.

A sustentabilidade social para a mulher também está relacionada com sua visão sobre o meio ambiente, pois elas o percebem como uma grande casa para toda a humanidade. Dados das Nações Unidas indicam que 80% dos participantes de militância ecológica são mulheres, o que talvez se deva ao movimento feminista, que desde a década de 70 defende a ideia de que o meio ambiente natural é feminino e, por este motivo, a proteção da natureza estaria ligada à emancipação da mulher e sua maior influência no desenvolvimento local e global.

Segundo pesquisa teórica de Mulheres e lutas socioambientais: as intersecções entre o global e o local (Gilsa Helena Barcellos da –EMESCAM- Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória), chama a atenção, em especial nas últimas décadas, a forte presença das mulheres em movimentos e lutas relacionados à problemática ambiental. Essa presença se faz de diversas formas em níveis local, regional, nacional e internacional. O Brasil, particularmente nos últimos anos, tem registrado importantes eventos de caráter socioambiental protagonizados por mulheres.

A LUTA PARA EQUILIBRAR O TRABALHO E A FAMÍLIA É O MAIOR DESAFIO DA PARTICIPAÇÃO FEMININA NA FORÇA DE TRABALHO em economias desenvolvidas e emergentes, conforme estudo recente da OIT-Organização Internacional do Trabalho.  No mundo todo, 70 por cento das mulheres e dois terços dos homens prefeririam que as primeiras tivessem empregos remunerados, revelou o estudo.  Ainda mais dados: estudo do Fórum Econômico Mundial mostrou que os esforços para diminuir as diferenças de gênero na participação na força de trabalho e no pagamento desaceleraram tão dramaticamente no último ano que homens e mulheres podem não atingir a igualdade econômica durante outros 170 anos.  Essa demora pode ser compreendida mais facilmente quando sabemos que as mulheres recebem em médio 77 por cento do que os homens ganham (OIT).

No Brasil, a participação das mulheres no mercado de trabalho está subindo, e elas estão aumentando sua presença em todas as áreas do mundo laboral, muito embora trabalhem mais na informalidade que os homens, sendo elas as grandes molas propulsoras do trabalho exercido na informalidade.

As mulheres sempre viveram uma sujeição social muito grande, sendo guardadas dentro de casa, “esquentando a barriga no fogão e esfriando no coxo”.  O casamento era o destino apontado pelos pais e por pressão da família, e elas nem sempre podiam escolher seu companheiro e viver o amor do seu jeito. Mas o tempo passou e notamos que inclusive essa prisão aos objetivos da sociedade e às tarefas do lar (lavar, levar ao varal e secar, fazer comida, lavar a louça, limpar a casa etc.).

Contudo, o que percebemos é que essas algemas culturais adornadas pelo machismo não as reduziram ao nada e nem impediram (mesmo tendo atrapalhado em muito) a sua evolução. Mesmo o calor do fogão também fez aquecer seus sonhos de liberdade, ação e domínio de si, fazendo não apenas nascer filhos do seu ventre, mas sonhos da sua mente.

Hoje os tempos são outros e estão a requerer cada vez mais um pensamento democrático, diverso, onde as liberdades pessoais estejam associadas à competência social e à sensibilidade solidária. E nesses quesitos devo dar pontos às mulheres: elas têm inteligência coletiva primorosa e uma sensibilidade social caridosa, uma vez que o poder do ventre, a meu juízo, as faz fortes em qualquer lugar, sendo mães ou não. Isso se reflete em serviços e habilidades apresentadas em diversas instituições em que elas são chamadas a trabalhar ou entram pela porta dos filtros concursais.

A MULHER É A ESSÊNCIA DA FAMILIA E DA SOCIEDADE: tudo o que elas botam a mão vai bem.

A mulher sempre teve tudo a ver com o lar, com a casa e a família. Conforme aponta pesquisa do IBGE, as mulheres brasileiras passam o dobro do tempo dos homens com tarefas domésticas (nove entre cada dez mulheres realizam algum tipo de tarefa doméstica durante, no mínimo, uma hora semanal, enquanto sete em cada dez homens se dedicam a afazeres domésticos, mas dedicam metade do tempo gasto pelas mulheres nestas atividades). Mas isso já foi bem mais dilatado no passado. A tendência hoje é o homem participar mais da vida conjugal, tornando-se um parceiro cooperador em tudo.

Mulher, o espetáculo da vida!

“Como o sol que se levanta para o mundo nas alturas de Deus, assim é o encanto da boa esposa na casa bem arrumada”(Eclo 26, 21).  Esse versículo reflete ao mesmo tempo a importância da esposa no centro do lar, mas também pode ser entendido como sendo ela submissa a tudo. No entanto, se irmos mais a fundo percebemos, inclusive nos aspecto religioso, que as mulheres já ocupavam um lugar central, bastando apenas elas se fortalecerem e depois expandirem sua ação pelo mundo afora, como o que acontece hoje. O fato é que não se consegue mais prender dentro dos espaços de uma casa ou nos contornos de uma legislação machista os encantos, a inteligência e a visão de um ser feminino bem preparado e disposto a vencer.

Em nossos dias não cabe mais a competição entre o masculino e o feminino, muito menos a submissão de um sexo ao outro.

Há ainda quem julgue que a mulher deve abandonar seus afazeres específicos para se igualar em tudo ao homem. Caso seja uma decisão consciente dela, tudo bem. Mas penso que não deva ser essa a preocupação dela: igualar-se ao homem ou vencê-lo, mas cooperar para encaminhar harmonicamente a família, a comunidade e a sociedade rumo ao equilíbrio nas relações, de modo que não se reduzam os conflitos e até mortes passionais.

A mulher moderna não aceita a escravidão, mas também não deseja fazer escravos. Ela não pode aceitar ser subserviente e também não se satisfaz em fazer o homem subserviente a si. Isto é fruto da nova consciência, que não deseja gerar uma nova subserviência da mulher ao homem, bem como do homem à mulher.

A grandeza da mulher está precisamente em cultivar o que lhe é próprio: a afetividade e a capacidade de amar, sua inteligência e habilidades impares e o próprias do seu gênero.

Sem a presença da mulher, com seus traços femininos peculiares, os homens se apequenam, suas façanhas poderiam facilmente redundar em desventura para o próprio homem.

A civilização atual atravessa uma fase de rápido declínio, porque está dominada pela tecnologia, racionalismo, busca excessiva de bem-estar econômico, amor como sinônimo de sexo, etc., onde o apelo carnal se sobrepõe aos apelos da alma. E quando se fala na mulher como alma ou a alma da mulher isso deve significar o seu “ser”, a sua “vida” ou a “criatura” que anima tudo ao seu redor.

A mulher, não contaminada pela mentalidade dominante e pelos apelos do consumismo, com a sua intuição, sua preferência pelo amor profundo e estável, pela busca da realização de seus sonhos que se tornará vencedora e feliz.

Hoje, a mulher pode dizer que tem tudo a ver com a sociedade, o trabalho, a empresa, a política, enfim, o mundo inteiro, basta olharmos os postos que ela ocupa atualmente.  Elas ocupam cada vez mais a gestão de empresas, atua no mundo universitário, segurança pública e privada, são donas de propriedades rurais, postos nos tribunais superiores, na política, presidentes de países, em organizações de pesquisa de tecnologia de ponta. Pilotam jatos, comandam tropas militares, perfuram poços de petróleo, fazem faxinas em casas e apartamentos, são palestrantes, enfim, não há o que elas não fazem.

Ser mãe já não é mais uma incumbência exclusiva da mulher, mas uma conjunta tarefa dos pais. Expresso isso devido ainda persistir o problema dos desajustes familiares, os quais prejudicam mais as mulheres que os homens, pois quando filhos são “colocados no mundo” sem a dimensão do tamanho dessa responsabilidade, normalmente, as mulheres é que ficam com a carga maior da criação e educação.

As mulheres sempre assumiram naturalmente mais os filhos que os homens, até porque os rebentos do lar saem do seu vente e estão ligados estreitamente ao sei seio. Dados mostram que o número de casos que são judicialmente decididos a favor da mãe são muito maiores do que as situações de guarda compartilhada ou guarda do pai.  No início dessa década ainda, mais de 80% das mulheres assumiam legalmente a responsabilidade de cuidar das crianças, frente a pouco mais de 5% dos homens. O bom é que há sinais de aumento da guarda compartilhada nos últimos anos, de acordo com dados do IBGE.

Há cada vez mais a necessidade da divisão de tarefas nos lares e em todas as famílias, pois em muitos casos é a mulher e não o homem a geradora da maior renda da família, especialmente em tempos de recessão econômica e desemprego.

Em meu livro “PAIS FROUXOS, FILHOS SOFREDORES, PAIS FIRMES FILHOS FELIZES” cito: O jogo do relacionamento a dois e de forma uma família. O jogo do emprego e do desemprego, com a substituição do homem pela eficácia da máquina. O jogo da realização e da busca da felicidade.

EM QUALQUER LUGAR DO PLANETA, AS MULHERES MERECEM TODAS AS OPORTUNIDADES DE ATINGIR SEU POTENCIAL, pois elas representam mais da metade da população mundial, sendo um atraso para qualquer país deixar um contingente humano desse em atraso apenas por costumes, tradição ou leis arcaicas.
As brasileiras já evoluíram muito, mas ainda não conquistaram condições igualitárias no mercado de trabalho, pois seu papel ainda está aprisionado como cuidadora do lar e da família.  Segundo o IBGE, a mulher brasileira ganha 30% a menos se for o mesmo cargo que o homem.

MULHER: RAZÃO E EMOÇÃO.

O homem é mais objetivo e a mulher mais emocional, ou seja, ele é mais razão e ela mais emoção. Não é o que tenho constatado na prática. Essa retórica está sendo contestada e modificada pela práxis feminina nos mais diferentes ambiente (físico, virtual, psicológico ou espiritual) onde a mulher atua. 

A conquista do pleno espaço da mulher em todos os segmentos e setores da sociedade ainda depende de muita abertura e investimento. No entanto, vemos a sua evolução se dar pela busca de capacitação e acesso aos estudos e mundo acadêmico. Segundo o IBGE, 32% das mulheres entre os 18 e 24 anos de idade estudam. Entre os homens, apenas 28,9%. A pesquisa diz ainda que a maioria das mulheres brasileiras possui escolaridade superior aos homens (p.ex.: 34,9%, mais de 11 anos, enquanto que apenas 31% declararam ter estudado por 11 anos). Isso ainda é muito pouco, mas já é uma que tende a se ampliar e dar boa vantagem no futuro.  

As mulheres são mais inteligentes que os?

Pergunta sem resposta definitiva! Cada um tem seus diferenciais, que existem para se complementarem e não para a competição.

O que se constata é que a mulher está investindo mais na busca do conhecimento, explorando seu cérebro, cultivando sua razão e não apenas na emoção ou no coração como sempre se ouviu dizer ou se aceitava.

Acompanhando os movimento e as mídias sociais, estatísticas de acesso às universidades, fica evidente que a mulher está mais presente que o nas universidades brasileiras. Segundo dados do INEP(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o número de mulheres que ingressam no ensino superior supera o de homens (55% dos ingressos e 60% da conclusão dos cursos, ou seja, elas são mais perseverante nos cursos que iniciam). Bem, esse é apenas um dado para provocar, pois tudo está mudando rapidamente no um do conhecimento, ainda mais com a diversidade humana e a humanização da diversidade cada vez mais presente no meio de nós.

CADA VEZ MAIS MULHERES SE DESTACAM EM TRABALHOS ANTES RESERVADOS APENAS AOS HOMENS, provando que elas são tão capazes quando os homens para assumir responsabilidades e funções de qualquer tipo, respeitando-se dons, talentos e habilidades pessoais.

A desconstrução da dualidade homem/mulher de caráter valorativo presente na sociedade brasileira propondo ao leitor uma reflexão crítica sobre a prevalência do caráter “inferior” dado às mulheres, no sentido de desconstruir a relação emoção e inferioridade uma vez que este não é um dado biologicamente atribuído ao sexo feminino, mas sim, uma construção social.

Evidentemente que toda evolução percorre caminhos nem sempre fáceis de serem trilhados, no entanto são justamente as pedras do caminho que moldam nosso modo de caminhar e dão a estrutura da nossa construção pessoal, familiar, social e nas lides laborais.

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Ainor Francisco Lotério – Professor, palestrante/instrutor, extensionista e pesquisador. Engenheiro agrônomo, psicopedagogo, mestre em gestão de políticas públicas/instituições, cultura e sustentabilidade. Especialista em marketing e comunicação, especialista em metodologia do ensino superior, personal & líder coach, graduando em teologia. Formação e experiências em: www.ainor.com.br e : https://www.facebook.com/ainorloterio.palestrante  Tel. (47) 3365- 0264 WhatsApp/Escritório (47) 99976 4211