Uma palestra voltada para a retomada do entusiasmo cooperativista.
O certo é que Cooperativas têm a tarefa de empoderar as mulheres, porém, sobretudo, identificar e abrir espaços para a mulher que sabe cooperar!
Cooperar se aprende verdadeiramente com “a mão na massa cooperativa”, agindo com solidariedade, transparência, educação e formação cooperativista, além de abraçar o negócio cooperativo no espectro e fundamento dos princípios (adesão livre e voluntária, gestão democrática, participação econômica, autonomia e interdependência, educação-formação-informação, intercooperação e interesse pela comunidade).
Esse novo momento, pós síndrome da gaiola, não será totalmente voluntário, mas também provocado pela necessidade da Cooperativa de estar com os pés no caminho da cooperação, ou seja, gerando movimentação da sociedade cooperativa e resultados positivos como forma de vencer crises e obstáculos.
Por isso, e com o objetivo de retomar o trabalho do Núcleo Feminino da Cooper Itaipu, formados anteriormente à pandemia covid-19, houve-se por bem (a Coordenação da Área Social, em acordo com a Diretoria e Liderança da Cooperativa) trabalhar de modo consciente e consistente a motivação nos Núcleos de Mulheres da Cooperativa Regional Itaipu, de modo a se:
-Resgatar o comprometimento dos grupos dentro do quadro social da cooperativa.
-Buscar saídas propositivas para esse tempo pós pandemia.

-Estimular à participação focada nos princípios e valores do cooperativismo, porém focando o cooperativismo de resultado.
-Levantar um novo e entusiasmado ânimo produtivo e cooperativo entre os capacitados dos grupos, dando sequência à proposta formativa da cooperativa para este final de ano e os que se seguem.
A proposta foi baseada na idade, formação e atividades desenvolvidas pelos grupos de mulheres de toda a área de ação da cooperativa.
O que se objetivou foi um olhar consciente, crítico e produtivo em relação ao novo mundo do pós-pandemia, os novos cenários da agropecuária e o que devemos e podemos fazer para melhorar a adesão e o interesse pela cooperativa e pela comunidade.
“Como acessar o conhecimento necessário à profissionalização dos associados e seus familiares, sem perder de vista a vida de qualidade?”, perguntou o Prof. Ainor Francisco Lotério às participantes.

Para tanto, respondia sobre a motivação humana no foco cooperativista dizendo que “a motivação deve estar focada dentro dum tema, onde o cooperativismo seja ressaltado de moto consistente, dando à cooperativa o motivo e a razão dos empreendimentos nas propriedades!”

Iniciou-se pela definição sobre o que é poder?
“O Poder da Mulher que Sabe Cooperar” está diretamente ligado a ter a possibilidade de participar, edificar, modificar etc.; possuir força física, moral, econômica, espiritual para agir a seu modo e com consciência; ter influência, valimento (legitimidade e valor) como ser humano, profissional e associada ativa. E COOPERAR é agir coletivamente com os outros, trabalhando juntos em busca do mesmo objetivo, tendo em mente princípios e valores. Portanto, a prática da cooperação educa as pessoas desenvolvendo uma mentalidade mais aberta, flexível, participativa, humana e solidária.
A conquista da autonomia por parte da mulher, o fato de cada vez mais estarem chefiando famílias, bem como o seu maior ingresso no mercado de trabalho, entre outros aspectos, denotam a participação efetiva, forte e necessária das mulheres no quadro social das cooperativas.
“O mundo está passando por tempos difíceis de isolamento e conflitos. Para atravessar esse deserto é fundamental compartilhar esperanças por um itinerário de verdade e vida”, reforça Ainor Lotério.

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