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Ainor Francisco Lotério
O palestrante da mente e do coração

A importância da participação dos pais na vida escolar dos filhos

Por Ainor Francisco Lotério A participação dos pais na vida escolar dos filhos, este tema nos mostra que a melhor escola é a família e os primeiros professores são os pais. Da concepção ao nascimento, do crescimento à formação para ingressar na sociedade não há instituição que possa superar a família na tarefa de educar. Filhos não são seres personalizados com problemas e desajustes da relação dos pais e da família, para serem depositados na escola e esta que se vire. Filhos são rebentos de um sonho, seres que vêm ao mundo em busca de evolução. Só...

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Por Ainor Francisco Lotério

A participação dos pais na vida escolar dos filhos, este tema nos mostra que a melhor escola é a família e os primeiros professores são os pais. Da concepção ao nascimento, do crescimento à formação para ingressar na sociedade não há instituição que possa superar a família na tarefa de educar.

Filhos não são seres personalizados com problemas e desajustes da relação dos pais e da família, para serem depositados na escola e esta que se vire. Filhos são rebentos de um sonho, seres que vêm ao mundo em busca de evolução. Só que essa evolução não acontece plenamente sem a participação de gente tão importante quanto os pais. Mesmo no caso de pais separados a importância é a mesma, uma vez que pais podem se separar, porém a importância destes na vida dos filhos continua a existir sempre.

Arrisco a dizer que a educação humana começa em casa e formação social e profissional se dá na escola. Quando os pais não participam efetivamente da vida escolar dos filhos, acabam perdendo a importância e tornam-se impotentes na educação daquele ser que geriram.

A compreensão dos nossos deveres pessoais, familiares, profissionais, sociais e globais está associada a importância que se dá a formação do filho. Nesse sentido, à participação na escola, lugar onde se trabalham conhecimentos, princípios e valores para toda uma vida no mundo todo.

Aproveite e conheça nossos Temas de palestras para as Famílias

Não há educação e formação de qualidade que edifique e qualifique um cidadão sem a comunhão de esforços entre a família e a escola

Conceber e gestar um filho até seu nascimento é um profundo ato de amor. Todavia, deixar de participar intensamente da vida do filho na escola é uma falta grave.

Imaginemos que a escola fosse o segundo ventre de seu filho e a mãe o primeiro. O ginecologista e demais profissionais da medicina, associados aos familiares e amigos seriam os mestres e professores dos “pais de primeira viagem”. Assim também na escola os gestores, professores, servidores e os outros pais seriam de igual forma os mestres e professores dos filhos que lá estão oficialmente matriculados.

A vida escolar é importante demais para que os filhos não receberem a atenção qualificada e dedicada dos pais. O nível de participação em reuniões, visitas à escola, conversas inteligentes, diálogos intergeracionais, discussões interdisciplinares e respeitosas com a direção e professores são meios de se fazer construir um ambiente escolar edificador de seres humanos realizados.

Em meu livro “Pais Frouxos, Filhos Sofredores, Pais Firmes, Filhos Felizes” (pg. 67) digo:

O amor, quando se trata de educação dos filhos como efeito, obra, produto e consequência não é um sentimento apenas, mas um poder que temos em nosso interior para compreender e aceitar a todos, porém promovendo as mudanças e ajustes de conduta que forem necessários”.

Isso é participação dos pais na vida escolar, uma vez que as questões comportamentais são sempre as mais evidenciadas na escola. E comortamento inadequado se forma muito pela perda de autoridade dos pais, falta de limites e de disciplina na vida de muitas crianças.

Quando falamos de pais não devemos deixar de incluir os filhos e filhas sem pais, cuidados por terceiros, os avós,  tios e tias, de modo a considerar a todos como pais. Todavia, é interessante que diferenciemos o que venha a ser “educar em casa”. Primeiro, devemos considerar que na casa há professores e alunos de todas as idades: um aprende e ensina com o outro o tempo todo. Pais de primeira viagem aprendem com os filhos que nascem, desde os primeiros cuidados com o corpo de um ser totalmente dependente.

A não participação dos pais na vida escolar dos filhos é falta grave para o pleno desenvolvimento intelectual, social e profissional das crianças. Acompanhar os filhos na escola não é o que muitos pais fazem. Aliás, alguns vivem xingando professores e dando razão em tudo para seus filhos. Acompanhar a vida dos filhos na escola é se inteirar dos seus deveres. Além disso, conhecer a escola e os professores, inteirar-se da metodologia de ensino-aprendizagem, entre tantas outras atitudes, não e mais obrigação materna e paterna. Da mesma forma, ouvir o filho sobre o que ele tem a dizer a respeito da escola e ficar atento sobre seu nível de evolução é fundamental para o seu pleno desenvolvimento.

Aprofundando o tema

Para aprofundar esse tema cito o trecho de um artigo científico do filósofo e professor Wagner Silva, intitulado “A importância da participação da família na comunidade escolar”, onde ele ressalta já na sua introdução: 

“(…), a escola terá como função preparar o aluno para o futuro e a vivência em sociedade. Será caracterizada como um local onde reúne uma diversidade de conhecimentos e atividades, valores, diferenças e conflitos, que irão constituir um contexto fundamental no desenvolvimento e aprendizado humano. Por fim, será explanado sobre a importância da participação da família no ambiente educacional e os benefícios da relação família-escola para o aprendizado da criança. Quanto maior a participação da família na vida do aluno na escola, maior será o fortalecimento dessa relação”.

Já no final do trabalho, onde podemos beber das conclusões do mesmo, destaco o seguinte pensamento do Professor Wagner, que também é meu colaborador na Empresa Seiva Desenvolvimento e Gestão Empresarial e Humana:

(…) percebe-se que se faz necessário procurar por novas formas de aproximação e interação entre a família e a escola, agindo para que cada uma assuma sua função e suas responsabilidades na formação da criança.

Finalizo dizendo que participação dos pais é fortemente educativa, uma vez que são eles os líderes da escola doméstica, onde a educação começa. Nesse sentido, o lar necessita de líderes familiares, pois aí é o lugar onde há professor e alunos de todas as idades (os pais e avós aprendem com os filhos e netos).

A temática da família associada à Escola é muito presente em nosso trabalho, no Eixo Família, uma de nossas áreas de atuação com palestras, capacitações e cursos para pais, alunos, professores e equipe gestora das escolas.

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Como engajar associados e familiares na cooperativa

Por Ainor Francisco Lotério Você sente dificuldade de engajar associados e familiares na cooperativa? Uma cooperativa é uma das necessidades primordiais atualmente, para que as pessoas com objetivos e razões comuns possam fazer frente às exigências e rigores, de um mercado cada vez mais imprevisível. Engajar é inspirar com base numa realidade e na busca de uma determinada solução para um problema ou empreendimento comum. Isso envolve educação, idealismo, paixão e trabalho, sem jamais fugir dos fundamentais princípios e valores do cooperativismo. Engajar na concepção, na organização, no planejamento e na execução de um plano...

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Por Ainor Francisco Lotério

Você sente dificuldade de engajar associados e familiares na cooperativa?

Uma cooperativa é uma das necessidades primordiais atualmente, para que as pessoas com objetivos e razões comuns possam fazer frente às exigências e rigores, de um mercado cada vez mais imprevisível.

Engajar é inspirar com base numa realidade e na busca de uma determinada solução para um problema ou empreendimento comum. Isso envolve educação, idealismo, paixão e trabalho, sem jamais fugir dos fundamentais princípios e valores do cooperativismo.

Engajar na concepção, na organização, no planejamento e na execução de um plano estratégico de sucesso é tarefa complexa e requer inteligência cooperativa. 

Não se engaja associados e familiares apenas com resultados econômicos, mas com envolvimento de gente. Pois, a cooperativa é uma sociedade de pessoas. É também, por definição, um movimento social e econômico, uma vez que são seres humanos que a constituem para seu benefício.

Por mais verticalizada ou industrializada que seja uma cooperativa jamais pode perder de vista as suas raízes, ou seja, as pessoas, as quais são a sua verdadeira essência.

Assim, é sabido que os níveis de engajamento e motivação dos associados e seus familiares impactam diretamente no desenvolvimento da cooperativa como um todo. Consequentemente, os resultados obtidos devem ser creditados também aos colaboradores, dirigentes, clientes, comunidade e políticas públicas. Por isso, uma cooperativa que definiu um rumo e se preparou para “chegar lá” é aquela que envolveu seus donos em todos os níveis e fases.  Esse “chegar lá” deve ser traduzido como sendo o atingimento de resultados positivos para todos os envolvidos.

Sem engajar associados e familiares não há fortalecimento da base cooperativista, uma vez que ela é formada pelos donos.

Veja também Saiba como aproximar as famílias da Cooperativa

Identificar as particularidades da cooperativa

Não se motiva associados e familiares aplicando-se uma fórmula padrão para todos os casos, pois em todo lugar, mesmo sendo do mesmo ramo, cada cooperativa tem suas particularidades a serem conhecidas e respeitadas.  Por isso, é interessante que façamos uma breve pesquisa sobre o perfil dos associados (origem étnica, idade – de jovens a idosos – sexo – razão entre homens e mulheres – formação, grau de participação etc.), caso não tenhamos essas informações tabuladas sobre o público.

Criar a cultura do engajamento

A cultura do engajamento nasce da cultura organizacional. Toda cooperativa é um universo próprio e tem seu modo de agir baseado nos valores e princípios do cooperativismo. Assim, é preciso conhecer os hábitos, crenças, atitudes,  linguagem que determina o comportamento dos integrantes: associados, familiares, colaboradores e dirigentes. Mas a ideia vai muito mais longe: o próprio Conselho de Administração deve demonstrar interesse, motivando todos os Conselheiros, Diretores e Colaboradores e Corpo técnico para essa tarefa, uma vez que é realizada no quotidiano das atividades da cooperativa.  

O associado precisa ser conscientizado a se comportar como dono

Quando um sócio não se comporta como dono, mas como um oportunista, está interessado em melhorar apenas seus negócios resultados sem pensar no quadro social como um todo. Ele não é o que se pode chamar de “verdadeiro associado”, usando a cooperativa como um balcão de negócios e não como a sua casa. Esse tema “Cooperativa: o dono é o associado” tem sido  muito  requerido nas cooperativas.

Enaltecer o associado e evitar o cliente

Muitos associados comportam-se como clientes comuns e outros não “se prendem como sócios” para agirem livremente no mercado. Dessa forma, a cooperativa é só mais um ponto de venda dos seus produtos e serviços. Com isso, eles se transformam em egoístas e não cooperativistas. Ora, quando mais pessoas com os mesmos objetivos se associarem de modo engajado à cooperativa tanto melhor para o seu fortalecimento.

Valorização do associado no seio da família

O associado é um ente familiar e precisa ser valorizado pela cooperativa no âmbito dessa célula mãe da sociedade. Isso se faz através da ação de comunicação e liderança dos seus conselheiros e dirigentes. Todos as instâncias, setores e departamentos devem estar imbuídos desse espírito de engajamento.

Reforço: apostar nos canais de comunicação, estruturar um atendimento de alta qualidade, envolver constantemente a família (esposas, maridos, companheiros e companheiras, filhos e filhas), estar com a casa sempre em ordem e jamais desistir de promover o engajamento.

Transparência nos negócios e projetos

Um dos segredos para fortalecer o engajamento é a transparência nos negócios e projetos da cooperativa e a implantação de um programa educativo continuado. A transparência é um procedimento legal e científico que abarca também as experiências do quadro social. Os rumos da cooperativa passam a serem decididos da forma mais aberta possível, como forma da cooperativa melhor gerir os riscos e oportunidades.

Afinar os objetivos em todas as oportunidades

Percebe-se que há segmentos mais complexos, como é o ramo agropecuário e outros mais específicos, como é o caso do crédito. Isso apenas para falar dos dois mais fortes e dinâmicos até o presente momento. No entanto, cada ramo possui sua particularidade e requer sócios que se conformem na sua ação e nos seus objetivos comuns. Notem que chamamos a atenção para “pessoas com objetivos comuns”. Observamos isso porque os interesses de cada ramo (agora são sete: agropecuário; consumo; crédito; infraestrutura; saúde; trabalho; produção de bens e serviços; e transporte, segundo a Organização das Cooperativas do Brasil-OCB) são específicos.

Conclui-se que todos os associados devem estar afinados com a missão, objetivos e resultados pretendidos e planejados pela cooperativa como um todo e não apenas com seus interesses particulares.

Ouvir, ouvir e ouvir

Falar pouco e só necessário e ouvir com atenção e profundidade cada associado e a família.  Para tanto se faz necessário treinamento, capacitação e motivação constante da equipe de atendimento, dirigentes, associados e familiares. Nesse sentido, as cooperativas do Brasil dispõem de uma verdadeira universidade do cooperativismo, que é o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo.

Sigamos com educação e doutrina cooperativista, de modo a fortalecer a comunidade e empreender com maior certeza, pois conectados e engajados de coração.

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Como melhorar o engajamento dos servidores públicos

Por Ainor Francisco Lotério Os órgãos públicos há muito tempo “carregam” a marca negativa de serviços lentos, desatualizados e sem qualidade. Porém, em sua definição, o serviço público é uma arte e um meio de promover o bem comum. Este que ocorre através da atenção integral e desenvolvimento dos cidadãos, o que explica certa lentidão devido à gigante amplitude da demanda da sociedade. Evidentemente que aos servidores públicos cabe executar a gigante tarefa pública, cobrindo todos os setores dos Municípios, Estados e a União. Nesse sentido, engajar é inspirar com base numa realidade e na busca de uma...

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Por Ainor Francisco Lotério

Os órgãos públicos há muito tempo “carregam” a marca negativa de serviços lentos, desatualizados e sem qualidade. Porém, em sua definição, o serviço público é uma arte e um meio de promover o bem comum. Este que ocorre através da atenção integral e desenvolvimento dos cidadãos, o que explica certa lentidão devido à gigante amplitude da demanda da sociedade.

Evidentemente que aos servidores públicos cabe executar a gigante tarefa pública, cobrindo todos os setores dos Municípios, Estados e a União.

Nesse sentido, engajar é inspirar com base numa realidade e na busca de uma determinada solução. Pode ser uma necessidade de direitos sociais, civis, políticos ou humanos. Por isso, separamos 7 considerações a respeito da falta de engajamento no serviço público.

7 Considerações importantes sobre a falta de engajamento dos servidores

  1. Vivemos um tempo em que o serviço público está com sua imagem um tanto corrompida, não apenas pela excessiva burocracia, lentidão e até ineficiência, mas também pelos escândalos de corrupção que tomaram o nosso país.
  2. Tal tema não deve se tornar uma preocupação mais intensa das gestões públicas apenas em tempos de eleições, mas em todas as estações. Porém, isso tem ocorrido com frequência, o que depõe contra a “categoria”.
  3. Há certa dificuldade em quebrar e mudar algumas estruturas enrijecidas e viciadas no serviço público. Isso normalmente ocorre por falta de ética, patrimonialismo (quando se trabalha no setor público, mas o utiliza como coisa sua e não como res publica ou “coisa do povo”) e atenção privilegiada a uns em detrimento de outros (a questão do tráfico de influência). Nada que um bom remédio ético, associado à plena transparência, não resolva.
  4. Conscientizar-se de que é necessário combater a má qualidade no atendimento, associada ao mau humor e certa arrogância da parte de alguns servidores ou funcionários públicos (por se considerarem “imexíveis” sentem-se seguros com a estabilidade de emprego).
  5. Servidor que não dá valor ao serviço que presta e nem ao contribuinte que lhe aborda não sente alegria em trabalhar onde está. É geralmente essa falta de propósito mais firme de servir com amor que leva ao fraco engajamento.
  6. Enquanto o munícipe é um cidadão contribuinte e beneficiário das políticas públicas, o servidor é tudo isso e ainda tem o dever de servir aos cidadãos da sua jurisdição e/ou beneficiários de um serviço. Só que recebe por isso do seu patrão, ou seja, o próprio contribuinte.
  7. Os munícipes pagam impostos e os servidores prestam serviços (há os que não são tão dedicados assim e os que vestem a camisa no corpo, na alma e no coração). Ninguém deve ser abordado fora dos ditames da democracia (igualdade, a liberdade e o Estado de direito e soberania do povo).

Um serviço nobre

Não há serviço mais nobre do que o serviço público, uma vez que está aí para todos e todos os cidadãos são o seu patrão. Evidentemente isso requer uma via dupla de responsabilidades. A primeira é sobre o cumprimento dos deveres pelos cidadãos, em contrapartida, vem o pleno exercício dos direitos por parte do serviço público. No entanto, ser contratado ou nomeado para uma função pública é se tornar servidor do povo.  O povo pode até parecer um chefe disperso, mas é ele o chefe mais próximo e real que se pode ter. Tanto em contato pessoal, quanto pelas mídias digitais, a população está atenta e alguns fiscalizando. Vivemos novos tempos.

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Como fortalecer os princípios e valores do cooperativismo entre os colaboradores

Por Ainor Francisco Lotério Não há colaborador que possa estar bem numa cooperativa que esteja indo mal. Uma cooperativa vai bem quando os associados participam ativamente como donos e usuários, gerando melhores resultados. Todavia, essa participação sofre reflexos positivos ou negativos também dos colaboradores e não apenas dos dirigentes. Um colaborador deve ser antes de tudo um trabalhador cooperativista. “Não existe cooperativismo sem o compartilhamento de ideias. Ser cooperativista é acreditar que ninguém perde quando todo mundo ganha, é buscar benefícios próprios enquanto contribui para o todo, é se basear em valores de solidariedade, responsabilidade, democracia e igualdade....

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Por Ainor Francisco Lotério

Não há colaborador que possa estar bem numa cooperativa que esteja indo mal.

Uma cooperativa vai bem quando os associados participam ativamente como donos e usuários, gerando melhores resultados. Todavia, essa participação sofre reflexos positivos ou negativos também dos colaboradores e não apenas dos dirigentes. Um colaborador deve ser antes de tudo um trabalhador cooperativista.

Não existe cooperativismo sem o compartilhamento de ideias. Ser cooperativista é acreditar que ninguém perde quando todo mundo ganha, é buscar benefícios próprios enquanto contribui para o todo, é se basear em valores de solidariedade, responsabilidade, democracia e igualdade. O cooperativismo tem um jeito único de trabalhar” (OCB-Organização das Cooperativas do Brasil).

Portanto, cada colaborador é peça fundamental e estratégica para o bom funcionamento das atuais cooperativas, uma vez que elas estão cada vez mais ágeis, inovadoras e globais.

Nesse sentido, o colaborador cooperativista deve saber e querer impactar não apenas no atendimento em si, mas também o bem da comunidade e do mundo. Esse sonho louco não é para todos, é para poucos. Entretanto, deve ser perseguido, pois o cooperativismo é para sonhadores que motivam e realizam seus projetos.

 

Todo colaborador deve se portar como um despertador de sonhos e um construtor de estratégias.

Mesmo não conseguindo atingir a todo o quadro social, jamais desanima enquanto um não estiver contemplado pelos benefícios que a cooperativa pode oferecer.

A importância da gestão dos recursos humanos numa cooperativa é essencial, pois ela vai fazer a gestão financeira e social de toda a entidade cooperativa, indo dos escritórios, galpões, parques industriais, máquinas pesadas e tecnologias inovativas, ou seja, do mundo físico real ao mundo físico virtual.

Portanto, em todas as capacitações, mais do que o trabalho em equipe, devemos passar conhecimentos sobre inteligência cooperativa, que é a inteligência dos corpos e corporações que funcionam com base nos valores e princípios.

Veja também Os 7 princípios do cooperativismo

Para se tornar um colaborador cooperativista é necessário que cada contratado acredite no casamento entre “o econômico e o social, o individual e o coletivo, a produtividade e a sustentabilidade”.

Um colaborador que seja exímio no domínio da tecnologia e na condução de negócios na iniciativa privada (empresa mercantil comum) nem sempre terá a mesma facilidade se não entender de gente e relacionamentos cooperativistas. Isso só é possível quando se estuda e se compreende o que é cooperativismo.

Fico encantado com colaboradores bem treinados na área técnica e humana, que sabem acolher e realizar seus serviços.  Colaboradores que estão convencidos de que o dono é o associado, mesmo que ele não compreenda a fundo as operações e até exija mais do que deva. Um colaborador assim preparado explicará ao associado o que é possível de ser realizado ou não pela cooperativa, com base nos princípios e valores do cooperativismo.

O nascimento do Cooperativismo

Imagem dos Pioneiros de Rochdale

O cooperativismo surgiu cultivando a unidade de princípios e valores junto a classe trabalhadora e alguns empresários ingleses. Foi a partir de uma disputa surgida por uma crise econômica e social na Revolução Industrial Inglesa, que se expandiu pela Europa e pelo mundo. A Inglaterra do início do século XIX passava por uma séria crise. Esta, era reflexo da luta entre os antigos condados herdados dos senhores feudais, os tecelões e a era industrial. Prejudicados pelo novo modelo econômico que substituiu o trabalho artesanal pela produção industrial, os trabalhadores viram multiplicar os problemas básicos e as dificuldades de sobrevivência humana. Entre eles, a falta de moradia, acesso à educação, saúde e alimentação e o alto índice de desemprego, em virtude da mão-de-obra excedente.

O cooperativismo surgiu muito mais como um movimento de formigas em torno de um formigueiro que de leões devoradores tentando se manterem no topo da cadeia alimentar. Não se trata de criar polêmica com visões relacionadas apenas a resultados financeiros, mas de voltar um pouco às origens e não nos desviarmos daqueles princípios e valores “rochadelianos”*.

Uma casa não para em pé se não tiver um bom fundamento, pilares e vigas. Da mesma forma, uma verdadeira cooperativa não sobrevive como tal se primar unicamente pelo econômico e abandonar a sociedade de pessoas.

Sociedade de pessoas

A palavra “social” em cooperativismo se refere à sociedade de pessoas com objetivos comuns, que o fazem através de um contrato, leis apropriadas e regimento próprio, para o atendimento de pessoas (seus projetos e sonhos).

O cooperativismo é capaz de atender aos interesses comerciais sem perder de vista os interesses sociais, ou seja, da sociedade de pessoas, familiares e da comunidade.

Além de gerar trabalho, emprego e renda, esse modelo de negócios transforma a realidade de milhares de brasileiros, todos os dias. Só nos últimos oito anos, o número de pessoas que se uniram a nós cresceu 62%, gente que veio cooperar por um mundo melhor. E uma das provas de que isso é possível é a quantidade de empregos gerados que aumentou 43%. E é assim, envolvendo cada vez mais brasileiros, que fortalecemos as cooperativas e o país” (Somos Cooperativismo). 

Já somos quase quinze milhões de associados.

Os colaboradores, mesmo não sendo associados, precisam estar imbuídos desse espírito cooperativista. Pois eles não trabalham numa firma qualquer, mas numa sociedade organizada com base numa legislação específica, e que respeita os princípios cooperativistas.

No momento do recrutamento e seleção já se deveria comunicar sobre a necessidade de se conhecer o cooperativismo. E, para isso, é primordial que se conheça a teoria e a prática dos princípios e valores do cooperativismo.

É comum os colaboradores não conhecerem os fundamentos do cooperativismo. Muitas vezes, têm apenas conhecimento rudimentar sobre esse tipo de empreendimento socioeconômico. Do mesmo modo que um lar não é erguido por interesse mesquinhos e nem pelas regras do mercado, mas pelo amor, como sinônimo de diaconia (serviço), também uma cooperativa necessita, além dos associados e dirigentes, colaboradores que conheçam a doutrina cooperativista.

Veja nossos Temas de palestras e cursos sobre Cooperativismo

Num mundo que prega pela competição desmedida, fazer cooperação e intercooperação requer constante educação dos associados, dirigentes e dos colaboradores.

É essencial entender que o diferencial não é a competição, mas a cooperação. Este é o ponto central, fundamental e necessário para a continuidade do ideal cooperativista.

Colaboradores verdadeiramente cooperativistas agem, mais do que juntos, conectados no mesmo objetivo. Para assim, conseguirem melhores resultados para todos, iniciando pelo bem dos associados, seus familiares e da comunidade.

Ser cooperativista é entender que legalmente unidos podemos mais, muito mais: o mercado é uma criação da sociedade e está dentro desta. O cooperativismo que se entende assim quebra paradigmas e barreiras e age diferente, mesmo parecendo remar contra a maré.

* Termo utilizado para nomear os pioneiros do cooperativismo surgido em Rochadale, Inglaterra, no séc. 19.

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Conheça as 5 entradas para uma vida de qualidade

Por Ainor Francisco Lotério Leitores e leitoras, tirei essas conclusões após inúmeras andanças por zonas rurais e urbanas, trabalhando em cinco eixos: agricultura, família, cooperativismo, empresas e gestão pública. Percebi, ao longo dessas quase quatro décadas de trabalhos com pessoas, entidades e comunidades, que não se deve esperar por uma crise para descobrir o que estamos colocando dentro da nossa vida. Tente compreender, definir e controlar o que você está deixando entrar em sua mente, no seu estômago, no seu coração, nos seus músculos e na relação com os outros. Pare de seguir apenas conselhos de fora e passe a seguir as orientações...

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Por Ainor Francisco Lotério

Leitores e leitoras, tirei essas conclusões após inúmeras andanças por zonas rurais e urbanas, trabalhando em cinco eixos: agricultura, família, cooperativismo, empresas e gestão pública.

Percebi, ao longo dessas quase quatro décadas de trabalhos com pessoas, entidades e comunidades, que não se deve esperar por uma crise para descobrir o que estamos colocando dentro da nossa vida.

Tente compreender, definir e controlar o que você está deixando entrar em sua mente, no seu estômago, no seu coração, nos seus músculos e na relação com os outros.

Pare de seguir apenas conselhos de fora e passe a seguir as orientações que veem de dentro da sua mente, do seu estômago, do seu coração, dos seus músculos, dos seus órgãos e de todo o conjunto do seu ser. Somos uma família de órgãos diferentes no mesmo corpo, que atuam em cooperação,  que cultiva saúde ou doença, que empreendem sonhos e que podem tornar não apenas a vida pessoal melhor, mas a social também. Vamos então às cinco entradas que promovem saúde e felicidade.

  Primeira entrada: PENSAMENTOS DE QUALIDADE

Meu objetivo é dizer que a qualidade da nossa vida tem relação direta com a qualidade dos nossos pensamentos. Qualifiquemos a fala, as palavras e o modo de falar em cada lugar, assim melhoraremos a nossa vida e tornemos as relações mais humanas.

Pensar dói para quem não tem esse hábito mental, mas depois que nos acostumamos, que calejamos nossos neurônios o nosso cérebro se acostuma e passa a exigir ótimos pensamentos.

Milhares de pensamentos podem povoar nossa cabeça e serem multiplicados por nossa imaginação diariamente. Quando enfrentamos um problema sério isso pode ficar ainda maior.

Alguns estudos indicam que os seres humanos são capazes de ter entre 50 e 70 mil pensamentos por dia. A geração de todo esse conteúdo estaria dividida em aproximadamente 3 mil pensamentos por hora, 50 pensamentos por minuto.

Sobre quais deles temos controle? É possível ter controle sobre os nossos próprios pensamentos?

Não sou neurocientista, mas sou dono dos meus pensamentos. Por isso afirmo que sim, é possível, desde que vivamos de caso pensado. Pensar dói, mas depois que se caleja vale a pena. Desse modo, nós podemos mudar a nossa forma de pensar e de agir se o fizermos conscientemente. O problema é a preguiça mental das pessoas, muitas vezes condicionadas a receberem tudo pronto e simplificado.

Falar sem pensar, de maneira acelerada e nervosa pode causar confusão no pensamento, o que é muito comum em tempos de “correrias”, do “aproveitamento de oportunidades nem sempre adequadas (mas inadequadas pelo fato de não se pensar bem e se discernir mal) e da “síndrome do primeiro lugar”.

“O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz”(Aristóteles). Assim, percebemos que o pensamento não é um ato de sofrer, mas é o ato de pensar e o que se refletir para podermos compreender mais claramente e decidir de maneira acertada.

Quem faz discernimento antes de falar e agir acerta mais adequadamente seu proceder.

Faça uma faxina mental constantemente e remova da lixeira os assuntos que não lhe impulsionam adiante. Deixe permanecer apenas pensamentos de qualidade em sua mente!

Segunda entrada: ALIMENTOS DE QUALIDADE

“Ninguém pode escrever a vida de um homem a não ser que tenha comido, bebido e convivido com ele”(Samuel Johnson).

A saúde entra pela boca, e quem não se controla sabe que por aí também pode entrar doença.

Alimento não é enchimento, mas toda substância que mantém, sustenta e nutre cada parte do nosso corpo e facilita as suas funções!

Quem come mal deve saber que muito açúcar, muito sal e muita gordura levam rapidamente à sepultura.

Alimentos são fonte de matéria e energia para as funções vitais, incluindo o crescimento, movimento e reprodução. Para matarmos a fome basta uma ingestão certa de alimentos de qualidade que preencha o nosso estômago e atendam às necessidades nutricionais.

Estômago humano não é moela de galinha ou estômago de urubu, que conseguem digerir quase tudo o que entra. O estômago também não é uma lata de lixo onde se jogam coisas que o olho quer, mas um órgão que merece os melhores nutrientes.

Porém, o corpo só se sentirá forte quando receber uma alimentação que contenha todos os nutrientes necessários para o seu pleno funcionamento. Normalmente sabemos o que deve ser ingerido, mas sucumbimos aos prazer do sabor apenas, não importando a dor ou mal estar que possa vir depois.

Não se deixe transformar num monstro consumidor e faça uma entrada de alimentos de qualidade em seu organismo! Escolha bem, você pode, pois uma alimentação saudável é quase sempre uma alimentação barata.

Terceira entrada: SENTIMENTOS DE QUALIDADE

Num mundo em rede onde qualquer uma posta o que quer em nome da liberdade de expressão é bem possível que o filtro do respeito aos sentimentos alheios esteja furado.

O que você anda guardando em seu coração dos bons momentos, neutralidades e ressentimentos ocorridos na sua jornada?

Não ligue tanto para o exibicionismo das celebridades e daqueles que desejam ser uma delas, muitas vezes às custas de “papos fúteis”.

A maneira como encaramos os acontecimentos da nossa vida dizem muito como somos. Facilmente podemos nos transformar em vítimas emocionais por não entendermos até aonde vai. Não ligue tanto para ofensas miúdas e trance o relho da verdade contra a canalhice.

Nossa aptidão para sentir, disposição para se comover, se impressionar, perceber e apreciar algo não deve nos tornar prisioneiros ou apegados a bens e pessoas de modo doentio. O que se deve é amar e amar é servir sem interesse.

As entradas de sentimentos nobres e temperados pela razão é que vão dar o tom da nossa sensibilidade para pessoas, ideias e todas coisas.

Guardar pensamentos negativos é altamente destrutivo e doentio.

Pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar. Portanto, o nosso sentimento é uma entrada que influencia diretamente na forma como vivemos a nossa felicidade.

Quarta entrada: MOVIMENTOS DE QUALIDADE

Tudo o que não se movimenta em nosso corpo vai perdendo a função, tudo mesmo! Assim, se quebrarmos um braço e o engessarmos por muito tempo, logo que sarar devemos fazer fisioterapia para recuperar os movimentos. E o que é recuperar os movimentos senão os movimentos perdidos (deixados no tempo)?

Temos uma responsabilidade emocional com os outros e conosco mesmo. Isso é maior que uma pura inteligência, mas uma tarefa interpessoal para com todos, letrados ou não. Uma vez sendo seres humanos dependem de emoções e relacionamentos interpessoais.  A emoção não é algo que se possa vender ou comprar e que se manipula com um aplicativo, software ou máquina programada.

Somos corpos e almas com intelectos divinos, que nos guiavam ao longo das nossas viagens, sendo, portanto, estes responsáveis pelos movimentos dos nossos sonhos. Não corremos para lugar nenhum, mas em busca de um paraíso feliz. E se isso for loucura, loucura ainda maior é o que estamos a fazer com certas relações desumanas e conturbadas nesse mundo atual.

Repito: o corpo não foi feito para ficar parado e tudo o que não se usa vai perdendo a função, tudo mesmo! Movimente-se. Fuja do sedentarismo! Não faça apenas caminhadas, mas também exercícios fisiológicos. Todo movimento corporal é uma forma de expressão orgânica e de agilidade, mas é também promotor de saúde, vitalidade e felicidade. Faça isso com qualidade.

Quinta entrada: RELACIONAMENTOS DE QUALIDADE

Não levar ao outro a dor que não queremos nem podemos suportar é o segredo básico para um relacionamento duradouro entre as pessoas. O básico na vida é uma boa acolhida e uma expressão de amor, de reciprocidade e de bom humor.

Observe bem com quem e com o que você anda se enroscando? “Tire essa paixão da cabeça, tire essa tristeza do olhar”, pois, às vezes, não têm sentido algum continuar assim.

Há uma ligação em tudo e nós só somos no outro. Portanto, uma vida de qualidade requer relacionamentos de qualidade.

Concluindo: Uma vida de qualidade é fruto dessas cinco entradas: pensamento de qualidade, alimento de qualidade, sentimento de qualidade, movimento de qualidade e relacionamento de qualidade.

O que estamos deixando entrar pela cabeça, pela boca, pelo coração, pelos músculos e membros, pelos braços e mãos permeiam a nossa construção do nosso ser.

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